Quando o silêncio se torna cuidado

Silêncio não é solidão: é cuidado. Um texto breve sobre o não-dito que protege, em meio à pressa dos dias urbanos.

Luz suave da manhã atravessa a janela e repousa sobre um copo imóvel.
Luz suave da manhã atravessa a janela e repousa sobre um copo imóvel.

Há manhãs em que o corpo não pede explicações, apenas uma pausa.
Na claridade discreta que atravessa a cidade, o silêncio aparece não como falta, mas como presença que guarda.

Ele não é vazio. É companhia discreta, que sustenta quando as palavras já não encontram espaço.
Não responder de imediato, não preencher o intervalo, também é um gesto inteiro.
Como em um filme lento, cada gesto simples — um copo apoiado, a luz que insiste na parede — ganha duração própria.

O não-dito permanece. E, nessa permanência, protege.
Não há abandono: há cuidado.
Entre a pressa e a pausa, o silêncio é o lugar onde o corpo repousa sem ser cobrado a seguir.

O silêncio não promete respostas, mas oferece abrigo. Às vezes, basta permanecer quieto para lembrar: nem toda ausência é perda.

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